Beleza, autoestima e mente: o que a psicanálise revela sobre o cuidado estético
A busca pela estética vai muito além da aparência. No meu dia a dia trabalhando com beleza, percebo que por trás de cada procedimento existe uma história, uma emoção e, muitas vezes, um desejo profundo de se sentir melhor consigo mesma.
É nesse ponto que a psicanálise, desenvolvida por Sigmund Freud, nos ajuda a compreender o que realmente está em jogo quando falamos de beleza e autoestima.
Na visão psicanalítica, a autoestima não nasce apenas do espelho, mas da forma como o indivíduo se percebe internamente. Muitas inseguranças têm origem no inconsciente, em experiências passadas, críticas recebidas ou padrões impostos ao longo da vida. Ou seja, aquilo que incomoda na aparência nem sempre é apenas físico — muitas vezes é emocional.
Dentro da estética, vejo diariamente como o cuidado com a imagem pode transformar não só o exterior, mas também a forma como a pessoa se posiciona no mundo. Um procedimento pode representar mais do que mudança estética: pode ser um recomeço, um resgate de autoestima e até um fortalecimento da identidade.
Por outro lado, a psicanálise também nos convida a refletir: quando a busca pela perfeição se torna excessiva, pode ser um sinal de que existe um vazio interno que não será preenchido apenas com mudanças externas.
Por isso, acredito que o verdadeiro equilíbrio está na união entre estética e saúde emocional. Quando esses dois aspectos caminham juntos, o resultado é mais consciente, mais saudável e muito mais duradouro.
Cuidar da aparência é importante, mas cuidar da mente é essencial. Porque a verdadeira autoestima não vem apenas do que vemos no espelho, mas do que sentimos dentro de nós.
Além do Espelho é um convite para enxergar a beleza de forma mais profunda — com consciência, verdade e autoestima.
